quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Agricutores de Mata Grande denunciam que água esta sendo trocada por voto


Localizado no sertão nordestino de Alagoas, Mata Grande corresponde a um dos 30 municípios afetados pela seca que se encontram em estado de emergência. Segundos fontes jornalísticas recentes, agricultores pobres denunciaram que a prefeitura daquele município está usando de meios desumanos para com aquele povo sofrido, o fato é que por se tratar de uma área afetada, é necessário a circulação permanente de carros pipa, o que não esta havendo. Para obter água em suas sisternas, os agricultores são forçados a apresentar o titulo de eleitor, além de passarem por uma série de perguntas iludibriatórias, tudo isso imposto naquela prefeitura. Como se não bastasse, a rádio dita comunitária daquele município é de propriedade do secretário de finanças, bem como sua esposa coordena um programa que distorce a realidade, afirmando que a seca não existe, além de propagar suas pretenções de ser futura vereadora daquela zona e sendo ela mesmo secretária de assitência social do município.


Recentemente houve a suspenção dos carros pipa por falta de verba do governo federal, prejudicando 300 mil familias com com esta paralização, são 91 pipeiros a espera de verba para continuarem o trabalho. Mesmo com 469 localidades trabalhadas, ainda é muito pouco comparando a quantidade de áreas ainda não alcançandas.


Fonte: jornal Alagoas em tempo, dias 14 a 16 de janeiro de 2008.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Ato contra o aumento da passagem dia 15/01: UJC presente! A favor do passe-livre e contra o aumento da passagem

Abaixo o aumento e PASSE LIVRE, JÁ!!!

Hoje, dia 15 de janeiro, aconteceu a esperada manifestação contra o aumento da passagem e a favor do passe-livre estudantil, saímos do CEPA e seguimos até a praça Centenário. O ato contou com cerca de 300 estudantes (entre eles os partidos que organizaram, punks, etc).

Os partidos que participaram efetivamente do ato foram somente o PCR e o PCB que organizaram e fizeram agitação durante toda a semana divulgando a manifestação. Apesar de contar com um número muito baixo de estudantes, a manifestação foi bastante positiva, pois, o CEPA que é o maior foco de mobilização para as manifestações, estava praticamente sem aula e ainda assim conseguimos fechar a Av. Fernandes Lima e seguir até a praça centenário onde fizemos uma pequena avaliação do ato.

E a luta não para aí, queremos resultados imediatos, daremos continuidade a essa luta contra a máfia dos transportes e a favor dos estudantes e da classe trabalhadora, que sente na pele e no bolso as agressões desses aumentos anuais.
A luta continuará e estamos convictos da vitória, continuaremos ousando lutar e ousaremos vencer mais essa batalha.
Assim como o socialismo, o passe-livre estudantil não é utopia, é inevitável!

Ousar lutar, ousar vencer, entre na UJC!
Contato:8843-1889

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Quinze bilhões de toneladas de alimentos se estragam e vão para o lixo anualmente no Brasil.





No período atual, onde as forças produtivas e as relações de produção alcançam alto nível na escala tecnológica em nosso país, muitos brasileiros ou grande parte, melhor dizendo, sobrevivem da coleta de alimentos já estragados, jogados nos depositos de lixo de grandes mercados livres. São quinze bilhões de toneladas de alimentos que se perdem anualmente em armazens e vão parar nos lixões, o que daria para alimentar, mais de 55 mil famílias, e que em curto espaço de tempo com políticas públicas, o povo superaria a fome e todas as mazelas oriundas do capitalismo. Todo este alimento que se estraga, tem um papel fundamental: fortalecer as propagandas alienantes de nossos governantes, que abusam da ignorância e da falta de cultura do povo, são as costumeiras promessas políticas que nunca chegam a uma solução definitiva, e iludem a cabeça do proletariado com falsos dados na qualidade de vida de nosso povo.

Mesmo com o PAC (Programa de aceleração do capitalismo) já sentimos no bolso e na mesa, os impactos assustadores da inflação que subiu para 41,8% no preço dos produtos alimentícios como o Feijão que em alguns supermercados chega a custar o absurdo de R$7,00 (Sete reais).

Somente um governo de caráter revolucionário e comprometido com a classe trabalhadora, será capaz de combater a miséria e a exploração do Homem pelo Homem. Uma sociedade que divide os Homens em classes desiguais, historicamente tende para barbárie, provando que o socialismo é a nossa alternativa verdadeira e mais viável.

Chega de exploração, socialismo é a solução!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

VEM AUMENTO AÍ!!!


VAMOS ÀS RUAS BARRAR O AUMENTO!!!


Ato público contra o aumento da passagem de ônibus, dia 15/01 (Terça-feira), concentração no CEPA as 8:00hs.


Como sempre acontece nos finais e inícios de ano, o prefeito em conluio com os empresários de ônibus, planejam nos ''presentear'' com mais um aumento abusivo na tarifa de ônibus, que já custa o absurdo de R$1,70 e passará a custar R$1,80.

O aumento de R$0,10 na tarifa é muito significativo para os empresários, pois, serão milhões a mais para seus cofres em detrimento do bolso dos trabalhadores. Esse ataque, fere principalmente os trabalhadores, pois, além de pagar sua passagem para chegar ao trabalho precisam pagar também a passagem dos filhos para chegarem a escola.

E não podemos nos deixar enganar pelas falácias do prefeito de que esses aumentos anuais são necessários para ''manutenção e compra de novos ônibus''. Pois, a realidade dos transportes é decadente, andamos em sucatas ambulantes.

Assim como barramos o decreto que limitaria o uso dos cartões eletrônicos em maio do ano passado, vamos as ruas também para barrar esse aumento!

O objetivo real desses aumentos anuais é aumentar a riqueza de uma minoria parasitária!

''OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!''


União da juventude comunista - AL
Contato: 8843-1889

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Manifesto da União da Juventude Comunista (UJC-AL)



A união da juventude comunista (ujc), órgão oficial do partido comunista brasileiro (PCB), ao longo de seus 80 anos de experiência na luta e conscientização dos jovens operários, e da população brasileira em geral, vem a público reafirmar seu compromisso militante e de combatente de vanguarda para a construção de uma sociedade socialista no Brasil, na perspectiva rumo ao comunismo brasileiro. Nós acreditamos que o Brasil é um país com imensas possibilidades para a construção de uma sociedade humana, e próspera, democrática e soberana. Possui terra e água em abundância, sol o ano inteiro, praticamente todos os recursos naturais necessários para satisfazer as necessidades da população e uma mão-de-obra jovem, ávida por trabalho. Temos a base material para a libertação econômica e política do Brasil.



A destruição da natureza, o desemprego, a concentração de riquezas e propriedades, a mercantilização da vida, a guerra, contra os povos para viabilizar o complexo industrial militar das grandes potências, a guerra diária da miséria e da violência urbana contra o povo, a morte de imensos contigentes da população já cansadas pelas epidemias e pela fome, são as manifestações mais visíveis da lógica do capital contra a vida. A humanidade não pode assassinar seu futuro para garantir os privilégios de uma classe dominante obtusa e autoritária. O modo de produção capitalista, como forma de organização da sociedade, ameaça a vida e a continuidade da espécie humana. Hoje, capitalismo e humanidade são excludentes: para o capitalismo se manter tem que ameaçar a humanidade, para a humanidade se salvar tem que superar o capitalismo.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Alagoas tem maior taxa de homicídios do Brasil



É muito comum a forma com que os brasileiro hoje já se referem ao nosso estado, sendo ele campeão em 2007 pela altíssima taxa de 742 homicídios somente neste ano, chegando ao nível de 100% na violência urbana e, freqüentemente praticadas por infratores menores de idade. São adolescentes com espírito suicida, enquanto o estado reforça na metodologia repressora de seus aparelhos policiais, a educação, saúde e outros segmentos da sociedade continuam em greve por melhores condições de trabalho e salários dignos, não é de se estranhar que agora em pleno começo de 2008 as propagandas políticas venham a aumentar pois, é ano eleitoral e o povo será ludibriado mais uma vez com a construção de rústicas casas populares.
O favelizamento também cresce. Segundo dados recentes, existem atualmente 1280 barracos na favela do "sururu do capote" comportando em torno de novecentas famílias. Muitas vivem do sustento tirado da lagoa mundaú e manguaba, ou de sub-empregos no mercado da produção, sendo que apenas 1% tem carteira assinada, e o nível de escolaridade é muito baixo, são poucos os jovens que freqüentam as salas de aula, é normal encontrar crianças cheirando cola em pleno centro da cidade ou fazendo pequenos furtos.

Este ano, os comunistas entram com um desafio em meio a estupefação do capitalismo, engrossar as fileiras da luta de classes, e confiantes em nossos propósitos na derrubada do capitalismo e de todas as suas mazelas, que transformam o homem em inimigo de sua própria espécie. E para encerrar, fiquemos com uma sábia verdade dita pelo camarada Lênin: ''nós comunistas, somos o elemento consciente dentro da sociedade inconsciente.''

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

''Jejuo também por democracia real'' D. Cappio

O bispo Luíz Flávio Cappio completou na manhã de hoje (12/12), 15 dias de jejum em sinal de protesto a transposição do rio São Francisco. Apesar da liminar concedida pela justiça federal suspendendo as obras, o bispo declarou que não irá encerrar a greve de fome iniciada dia 27/11.

"Ainda não estamos no fim. Foi um grande sinal de esperança, mas ainda não estamos no final da nossa luta (...) Fomos presenteados com a chegada da liminar, mas, evidentemente, o governo vai recorrer. Ainda mantenho o meu jejum", afirmou o bispo.


Abaixo, segue um artigo de D. Cappio para a folha de São Paulo:


LUIZ FLÁVIO CAPPIO

Acusam-me de inimigo da democracia por estar em jejum e oração combatendo um projeto autoritário e falacioso: o da transposição

ACUSAM-ME de inimigo da democracia por estar em jejum e oração combatendo um projeto do governo federal autoritário, falacioso e retrógrado, que é o da transposição de águas do rio São Francisco.

Meu gesto não é imposição voluntarista de um indivíduo. Fosse isso, não teria os apoios numerosos, diversificados e crescentes que tem tido de representantes de amplos setores da sociedade, inclusive do próprio PT. Vivêssemos uma democracia republicana, real e substantiva, não teria que fazer o que estou fazendo.

Um dos mais graves males da "democracia" no Brasil é achar que o mandato dado pelas urnas confere um poder ilimitado, aval para um total descompromisso com o discurso de campanha, senha para o vale-tudo, para mais poder e muito mais riquezas. Tráficos de influências, desvios do erário, porcentagens em obras públicas e mensalões são práticas tradicionais na política brasileira, infelizmente, pelo visto, ainda longe de acabar. A sociedade está enojada e precisa se levantar. Há políticos -e, infelizmente, não são poucos- que, por onde passaram na vida pública, deixaram um rastro de desmandos, corrupção, enriquecimento ilícito etc. Como ainda funcionam o clientelismo eleitoral, a mitificação de personagens, as falsas promessas de campanha, o "toma-lá-dá-cá" e mais deseducação que educação política do povo, esses políticos conseguem se reeleger e galgar posições de alto poder em governos, quaisquer que sejam as siglas e as alianças.

Na campanha do candidato Lula, o tema crucial da transposição era evitado o máximo possível. Mas as campanhas eleitorais, à base do marketing e das verbas de "caixa dois" das empresas, são tidas e havidas como grandes manifestações do vigor de nossa democracia, que, com urnas eletrônicas, dá exemplo até aos EUA...

O projeto de transposição não é democrático, porque não democratiza o acesso à água para as pessoas que passam sede na região semi-árida, distante ou perto do rio São Francisco.

O governo mente quando diz que vai levar água para 12 milhões de sedentos. É um projeto que pretende usar dinheiro público para favorecer empreiteiras, privatizar e concentrar nas mãos dos poucos de sempre as águas do Nordeste, dos grandes açudes, somadas às do rio São Francisco.

A transposição não tem nada a ver com a seca. Tanto que os canais do eixo norte, por onde correriam 71% dos volumes transpostos, passariam longe dos sertões menos chuvosos e das áreas de mais elevado risco hídrico. E 87% dessas águas seriam para atividades econômicas altamente consumidoras de água, como a fruticultura irrigada, a criação de camarão e a siderurgia, voltadas para a exportação e com seríssimos impactos ambientais e sociais.

Esses números são dos EIAs-Rima (Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente), públicos por lei, já que, na internet, o governo só colocou peças publicitárias.

O projeto de transposição é ilegal e vem sendo conduzido de forma arbitrária e autoritária: os estudos de impacto são incompletos, o processo de licenciamento ambiental foi viciado, áreas indígenas são afetadas e o Congresso Nacional não foi consultado como prevê a Constituição. Há 14 ações que comprovam ilegalidades e irregularidades ainda não julgadas pelo Supremo Tribunal Federal. Mas o governo colocou o Exército para as obras iniciais, abusando do papel das Forças Armadas, militarizando a região. A decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, de Brasília, em 10/12 deste ano, obrigando a suspensão das obras, é mais uma evidência disso.

O mais revoltante, porque chega a ser cruel, é que o governo insiste em chantagear a opinião pública, em especial a dos Estados pretensos beneficiários, com promessas de água farta e fácil, escondendo quem são os verdadeiros destinatários, os detalhes do funcionamento, os custos e os mecanismos de cobrança pelos quais os pequenos usos subsidiariam os grandes, como já acontece com a energia elétrica. Os destinos da transposição os EIAs/Rima esclarecem: 70% para irrigação, 26% para uso industrial, 4% para população difusa.

Temos um projeto muito maior. Queremos água para 44 milhões de pessoas no semi-árido. Para nove Estados, não apenas quatro. Para 1.356 municípios, não apenas 397. Tudo pela metade do preço previsto no PAC para a transposição.

O Atlas Nordeste da ANA (Agência Nacional de Águas) e as iniciativas da ASA (Articulação do Semi-Árido) são muito mais abrangentes, têm prioridade no abastecimento humano e utilizam as águas abundantes e suficientes do semi-árido. Fui chamado de fundamentalista e inimigo da democracia porque provoquei que o povo se levantasse e, disso, os "democratas" que me acusam têm medo. Por que não se assume a verdade sobre o projeto e se discute qual a melhor obra, qual o caminho do verdadeiro desenvolvimento do semi-árido? É nisso que consiste a nossa luta e a verdadeira democracia.

--------------------------------------------------------------------------------DOM FREI LUIZ FLÁVIO CAPPIO, 61, é bispo diocesano da cidade de Barra (BA) e autor do livro "Rio São Francisco, uma Caminhada entre Vida e Morte".